A GFI Portugal, empresa de informática detida totalmente por franceses, está a preparar a sua entrada para o mercado moçambicano, e aponta para este ano a concretização da implantação de uma filial, processo que está em fase terminal. De acordo com o director-geral da empresa, Nuno Santos, citado pelo jornal português “Diário Económico”, o GFI pretende expandir-se também para Angola e Cabo Verde, sendo que está também a “ultimar a criação de filiais” naqueles países. “Não vendemos para França nem Espanha, onde a nossa casa mãe está presente, mas estamos muito apostados em fazer um caminho de internacionalização no espaço da lusofonia, para já, em Angola, Cabo Verde e Moçambique”, referiu Nuno Santos, acrescentando que “o Brasil ficará para uma outra ocasião, apesar de estarmos atentos às oportunidades que possam surgir”. A GFI – Groupe Français d’Informatique – é uma empresa multinacional de serviços de consultoria, “outsourcing” e integração de sistemas em tecnologias de informação, com mais de nove mil profissionais e forte presença nos mercados francês e do Sul da Europa.
Fonte: O Pais
Técnicos moçambicanos, brasileiros e norte-americanos dos sectores de agricultura e saúde vão trabalhar em conjunto para a transferência de conhecimentos e de tecnologias para a melhoria do desempenho de Moçambique. Para o efeito, os governos de Moçambique, Brasil e EUA assinaram ontem, em Maputo, uma declaração de intenções para a cooperação técnica nas áreas de segurança alimentar, agricultura e saúde. Rubricaram o documento o vice-ministro moçambicano dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, Henrique Banze, Embaixador do Brasil, António de Sousa e Silva e a embaixadora dos EUA, Leslie Rowe. Na ocasião, os governos de Moçambique e do Brasil também assinaram um ajuste complementar bilateral referente ao “Projecto de Apoio Técnico aos Programas de Nutrição e Segurança Alimentar de Moçambique”, avaliado em 1,68 milhão de dólares e conta com o apoio financeiro do governo dos EUA no valor de 1.1 milhão de dólares. Falando no evento, Henrique Banze disse que os técnicos dos três países vão trabalhar em conjunto para identificar as áreas de intervenção na agricultura e saúde e, depois, produzir projectos para serem implementados em Moçambique. Por seu turno, a embaixadora dos EUA em Moçambique, Leslie Lowe, explicou que o sucesso na luta contra o HIV/SIDA, melhoria da segurança alimentar e aumento da renda rural exigem soluções e conhecimentos técnicos. “A cooperação técnica entre os EUA, Brasil e Moçambique pode beneficiar muito a cada um de nós na nossa busca para a identificação de soluções para os vários desafios na saúde e agricultura”, disse a embaixadora dos EUA. Rowe acrescentou que parte do trabalho já iniciou, uma vez que os EUA e o Brasil estão a colaborar com o Instituto de Investigação Agrária de Moçambique (IIAM) e Ministério da Educação, num programa de horticultura e alimentação escolar.
Fonte: O Pais
A Fundação Banesto (ES) apresentou em Madrid o livro “Mafalala: Guia Cultural do Bairro Histórico de Maputo”, escrito por Alejandro de los Santos Pérez. A obra mostra o rico património histórico e cultural de Mafalala, um dos bairros mais emblemáticos de Maputo e destino turístico destacado no âmbito da iniciativa “Turismo Solidário e Sustentável” da Fundação Banesto para Moçambique. No lançamento, estavam o ministro moçambicano de Turismo de Moçambique, Fernando Sumbana Júnior; o embaixador de Espanha em Moçambique, Eduardo López Busquets; o director-geral da Fundação Banesto, Francesc Fajula de Quintana ; e o autor do livro, Alejandro de los Santos Pérez, que foi gestor cultural da Embaixada de Espanha em Moçambique. O momento musical do evento foi protagonizado pela prestigiosa cantora moçambicana Mingas. É de salientar também a participação no livro-guia da artista moçambicana Camila de Sousa, que cedeu a maior parte das fotografias que contém este guia e que pertenciam à sua exposição ”Mafalala Blues”. O livro “Mafalala: Guia Cultural do Bairro Histórico de Maputo”, está inscrito dentro das diferentes acções empreendidas dentro do Programa “Turismo Solidário e Sustentável” desenvolvido pela Fundação Banesto em África e América Latina, acções que têm como objectivo, segundo palavras do seu director-geral, Francesc Fajula, “o desenvolvimento do sector turístico baseado em princípios de sustentabilidade económica, social e ambiental”. Moçambique, com 2 500 quilómetros de costa e uma diversidade paisagística e cultural inigualável, apresenta grandes possibilidades de desenvolvimento no sector turístico. O nível de crescimento anual deste sector atinge, aproximadamente, um 10% e calcula-se que cria mais de 35 000 empregos em todo o país. São várias as instituições que trabalham em Moçambique com a finalidade de implementar práticas que fomentem uma repartição equitativa dos benefícios gerados pelo turismo no marco de estratégias baseadas na ajuda ao desenvolvimento social e económico através do desenvolvimento do turismo responsável. Neste marco, a Fundação Banesto aposta no Bairro de Mafalala como um destino propício para iniciar as suas actividades de apoio às mulheres empreendedoras do sector turístico. Precisamente, no livro ontem lançado, o autor, Alejandro de los Santos Pérez, aponta o crescente número de mulheres empreendedoras encarregues por novos projectos vinculados ao turismo, que já estão repercutindo de maneira positiva no bem-estar e melhoramento da qualidade de vida dos moradores de este bairro da capital de Moçambique.
Fonte: O Pais
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