O Reino Unido está interessado em aumentar as importações
de açúcar, camarão e castanha de caju produzidos em Moçambique, afirmou o
ministro da Indústria e Comércio, Armando Inroga, falando sobre os resultados
da visita de três dias efectuada pelo Presidente Armando Guebuza àquele país
europeu. Citado pela Agência de Informação de Moçambique (AIM), Armando Inroga
falou em torno das quantidades daqueles três produtos cobiçados pelas
empresas britânicas, tendo-se limitado a manifestar o interesse demonstrado no
aumento das importações. O ministro disse ainda estar convicto de que, a curto
prazo, a balança comercial entre os dois países venha a registar uma alteração em benefício de Moçambique,
com o aumento das exportações de produtos agrícolas. Actualmente, as relações
comerciais entre os dois países apresentam um défice para Moçambique no
montante de mil milhões de meticais, derivado de exportações de camarão,
castanha de caju e açúcar, entre outros produtos, no valor de 6,2 mil milhões
de meticais e importações de equipamento diversos e máquinas que excedem 7 mil
milhões de meticais.
Fonte:
O Pais
O Fórum Social da Sociedade Civil para os Direitos da
Criança, a Action Aid, a Plan Internacional, Movimento de Educação para Todos,
em parceria com o grupo
Soico, através do seu projecto Moçambique em Acção, promove, no dia 28 de Maio,
uma conferência de reflexão sobre a criança com deficiência em Moçambique. Com
o encontro, estas organizações pretendem juntar, no mesmo espaço, vários
actores do Governo e da sociedade civil, a fim de reflectirem sobre a
problemática da criança com deficiência, conforme referiu o coordenador do
Fórum, Albino Francisco: “pensamos que é preciso fazer um trabalho mais fundo e
abrangente para protegermos a criança com deficiência.” O objectivo da
conferência é influenciar a implementação de políticas de protecção referentes
a crianças com deficiência no país para salvaguardar os seus direitos, chamar
atenção aos decisores para tomarem medidas que assegurem a sua protecção e
igual acesso à educação, mas também sensibilizar e consciencializar os
diferentes actores sobre os direitos e necessidades especiais das crianças com
deficiência e incentivar a inclusão de todas na sociedade. Em Moçambique, a
população infantil representa cerca de 50 por cento do universo dos habitantes
do país. Segundo dados do Inquérito de Indicadores Múltiplos (MICS) divulgado
em 2008, cerca de 14% de crianças com idades compreendidas entre dois e nove
anos de idade são portadoras de, pelo menos, uma deficiência.
Fonte:
O Pais
A Escola Portuguesa de
Moçambique -
Centro de Ensino e Língua Portuguesa homenageou o arquitecto
e intelectual luso-moçambicano José Forjaz, através do lançamento do livro “A
paixão do tangível, uma poética do espaço”. A obra resulta de uma entrevista
realizada pelo escritor e jornalista António Cabrita, ilustrada com fotografias de António
Silva. O lançamento de “paixão do tangível, uma poética do espaço” é a forma
encontrada pela Escola
Portuguesa de Moçambique para enaltecer os feitos do fundador
da Faculdade de Arquitectura da Universidade Eduardo Mondlane, o arquitecto
José Forjaz. António Cabrita, escritor do livro, explicou que a ideia surgiu
como forma de reconhecimento do trabalho de Forjaz. “Toda a sua actividade tem
sido sempre orientada no sentido de encontrar a expressão arquitectónica
adequada às condições de transformação cultural e equilíbrio ambiental, e nelas
encontrar o conteúdo poético de cada situação espacial”. A obra é o
segundo número da colecção “Histórias que tecem a História”, da Escola Portuguesa de
Moçambique, que tem como objectivo promover a língua portuguesa, através das
diferentes formas de expressão cultural e artística e de figuras que se
destacaram pelas suas obras ao longo da história recente de Moçambique. O
homenageado mostrou-se feliz com a iniciativa da EPM, que, na ocasião, juntou
amigos e outras pessoas próximas ao arquitecto José Forjaz. “Estou muito feliz,
a obra é interessante e possui fotografias de uma dimensão própria”,
manifestou-se Forjaz. O arquitecto português radicado em Moçambique possui um enorme prestígio internacional,
sobretudo em Itália,
Dinamarca, Suécia e África do Sul. É autor da arquitectura de
alguns edifícios construídos na segunda metade do século XX, precisamente em
Maputo.
Fonte:
O Pais
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