
O Risco e a Responsabilidade
O Risco e a Responsabilidade
Irá a Humanidade sobreviver a si própria? O fracasso da ultima reunião de Copenhaga, sobre as questões do aquecimento global, constitui o prenuncio de um desastre mundial.
Globalização Competitiva, Fundamentalismo Islâmico e Desenvolvimento Sustentável prosseguem objectivos fortemente conflituantes em que o Desenvolvimento Sustentável é, por enquanto, o elo mais fraco e, portanto, aquele que é mais susceptível de ser deixado para trás. E, se o for, creio que os filhos da geração que está agora na casa dos 30 já verão o ocaso da Humanidade. Sim, escrevi os filhos, porque não acredito que os netos lhes sobrevivam. Se a Globalização Competitiva prosseguir tendo, como tem hoje, como valores ideológicos “indiscutíveis” o crescimento contínuo, onde o sucesso só é obtido em função da prossecução da máxima eficiência e da máxima competitividade económica, levará ao esgotamento do Planeta, não apenas dos recursos minerais mas também dos elementos fundamentais que permitem a existência da nossa vida. Uma observação elementar é esta: o Planeta Terra é um planeta finito. Por definição, o que é finito não pode crescer sempre, a ritmos cada vez mais rápidos e com uma demografia em crescimento exponencial. Mas por que razão não vemos isso e não agimos em conformidade com outro modelo de desenvolvimento? Porque a Humanidade, o somatório de cada um de nós, foi educada num quadro completamente diferente de valores e de vias para a obtenção de sucesso e da consideração dos seus semelhantes. Isso é notório até nas coisas mais comezinhas do nosso dia a dia, como fecharmos o chuveiro para nos ensaboarmos ou lavarmos os dentes usando o copo de água em vez de deixarmos a água da torneira a correr, ou não fazermos a barba debaixo do chuveiro, ou fecharmos as luzes de que não precisamos acesas. Pensa o leitor(a) que é fácil mudar? Desafio-o(a) a tentar pôr em pratica estes actos corriqueiros durante uma semana. Vai sentir-se relativamente infeliz por “ter perdido graus de liberdade e conforto”. Imagine, agora, o esforço que vai ser necessário para educar a nossa geração e, se tivermos juízo, as vindouras, para o Desenvolvimento Sustentável e, portanto, para a preservação do Planeta.
Crónica Dr. Antonio Neto da Silva
Actualizado em (Quinta, 27 Maio 2010 16:24)






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