Inhambane recebe em frente do Cine Tofo a edição deste ano do "Festival Nacional Music Crossroads", que pretende revelar mais talentos para a música moçambicana. Trata-se de uma fase final que foi precedida por apuramentos de finalistas, primeiro nas províncias e depois nas regiões sul, norte e centro do país. Deste modo, disputam o maior prémio do Crossroads os grupos Gresses e Tudúlos, que representam a zona norte, Ussundji e Cassupe Djazz Band, a zona centro, Nandov, Solistas e Massala Bnd júnior, a zona sul. Por ser anfitriã, a província de Inhambane terá jovens artistas seus nesta final do festival. Os dois dias do Music Crossroads comportarão também “workshops” e concursos para promover do tradicional ao contemporâneo/urbano da música jovem moçambicana, que culminarão com a escolha de dois grupos que irão representar Moçambique no Festival Inter-regional, a realizar-se em Dar-es-Salaam, na Tanzania, entre 15 e 18 deste mês. O concurso é uma iniciativa de capacitação da juventude através da música e engloba cinco países da África Austral: Moçambique, Malawi, Tanzania, Zâmbia e Zimbabwe, para além de estar em expansão para a África Ocidental. O programa visa criar estruturas musicais sustentáveis nos países alvo, melhorar a auto-confiança e a inclusão social dos jovens. Promove o género através da participação das jovens artistas em bandas musicais como executantes de instrumentos musicais; e sensibilização em matéria do HIV/SIDA, visto que estes são um dos grupos mais afectados. É realizado pela Music Crossroads Moçambique e conta com o apoio institucional do Ministério da Juventude e Desportos e parceria com a Associação dos Músicos Moçambicanos.
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Vinte e duas empresas nacionais e internacionais compraram cadernos de encargos no concurso de terceira operadora de telemóveis em Moçambique, cujas propostas deverão ser apresentadas até segunda-feira, disse uma fonte ligada ao processo. O director-geral do Instituto Nacional de Comunicações de Moçambique (INCM), Américo Muchanga, referiu que o registo empresas que compraram cadernos de encargos no concurso será conhecido na terça-feira. O responsável escusou-se, no entanto, adiantar nomes dos outros proponentes. A primeira fase do concurso arrancou a 6 de Abril do corrente ano. Actualmente, Moçambique tem duas operadoras de rede móvel: a mCel, que é controlada pela empresa estatal Telecomunicações de Moçambique, com quatro milhões de clientes, e a Vodacom, consórcio moçambicano e sul-africano, com 47 por cento da quota do mercado. Há um ano, o governo moçambicano autorizou a entrada de um terceiro operador de telefonia móvel para “responder à procura” dos clientes, sustentando que em Moçambique ainda “existem condições” para a entrada de um novo operador no crescente mercado. Segundo dados do INCM, instituição reguladora do sector, mais de 27 por cento da população moçambicana já tem telemóvel, mas o mercado está em fase de crescimento.
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O ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações de Portugal, António Mendonça, considera "positiva" a participação das empresas portuguesas em Moçambique, minimizando o impacto de entrada de firmas chinesas no país. "Não tenho qualquer temor em relação às empresas chinesas" em Moçambique, disse aos jornalistas o titular da pasta das Obras Públicas, Transportes e Comunicações de Portugal. António Mendonça iniciou em Maputo uma visita de dois dias a Moçambique, destinada a avaliar o grau de implementação dos acordos entre os dois países no sector dos transportes e comunicações, especialmente na gestão de infra-estruturas (aeroportuárias, portuárias e ferroviárias). Em declarações à imprensa sobre a presença massiva de empresas chinesas, numa altura em que Portugal aposta na parceria com Moçambique na área de infra-estruturas, António Mendonça garantiu que Portugal pode oferecer "competência muito significativa" comparada com a China. "Podemos oferecer um conhecimento muito grande da realidade moçambicana, competências e qualidade. Portugal está no processo de modernização". "Naturalmente, cada um oferece aquilo que pode dentro das suas capacidades". Por outro lado, António Mendonça, defendeu que Portugal pode ter «um papel muito importante em termos de formação» na área da gestão portuária em Moçambique. O governante português falava durante uma visita ao porto de Maputo, destinada a conhecer a estrutura mas também a avaliar «as possibilidades que existem em termos de desenvolvimento da cooperação» entre Portugal e Moçambique na área dos portos. O governo de Maputo, acrescentou, já definiu como uma das prioridades o desenvolvimento dos portos e do transporte marítimo. Portugal e Moçambique assinaram em Maputo uma acta que estabelece o plano de actividades para a cooperação em áreas como a indústria naval e os transportes aéreos, marítimos, rodoviários e ferroviários, centrada na formação.
Fonte: Rádio Mz
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