A conceituada cantora Mingas (Elisa Domingos Salatiel) apresenta ao povo moçambicano o certificado da sua designação para a função de Enviada das Nações Unidas para o Alcance dos Objectivos de Desenvolvimento do Milénio (ODM) em África. Alem do certificado, Mingas vai apresentar no decurso de uma conferência de Imprensa convocada em Maputo, as principais actividades a desenvolver enquanto representante das Nações Unidas. Mingas, que esta semana foi recebida no mesmo âmbito pelo Primeiro-Ministro, Aires Ali, tem a responsabilidade de contribuir para o alcance do quarto objectivo que consiste, nomeadamente, em “Reduzir a Mortalidade Infantil”. Neste âmbito, a cantora irá juntar-se ao Governo, sociedade civil e à comunidade internacional na luta pelo alcance dos ODM. A sua intervenção deve-se ao facto de estar cada vez mais claro que actualmente, na prossecução do bem-estar social, económico e político todos os seguimentos da sociedade são convidados a dar o seu contributo. No contexto da governação democrática, a sociedade civil tem a missão de facilitar a interacção social e política através de: organização e formação das comunidades; mobilização dos grupos sociais, com enfoque nas pessoas desfavorecidas; promoção da cultura; apoio a acções de solidariedade e funções de vigilância, entre outras acções. É com este espírito que Mingas pretende prosseguir as suas actividades, salvaguardando em última instância o bom-nome do país ao nível do Sistema das Nações Unidas. Com efeito, para lograr os seus intentos, a estrela da música moçambicana irá levar a cabo nos próximos tempos um conjunto de actividades que inclui: realização de palestras sobre o alcance das metas do milénio, onde igualmente serão divulgados os ODM; promoção de debates sobre os ODM; registo e disseminação de boas práticas na implementação dos ODM; espectáculos visando a divulgação dos ODM e para promoção do seu debate. Fará ainda visitas as instituições que trabalham para o alcance destas metas, inteirando-se dos principais constrangimentos encontrados na implementação dos ODM e procurando em conjunto as possíveis soluções. A cantora faz parte de um grupo de oito artistas africanos de prestigiado valor que gravou uma música em Abril último em prol de uma campanha das Nações Unidas para incentivar o compromisso de efectivar os oito objectivos dos ODM. Cada artista representa um dos Objectivos de Desenvolvimento do Milénio. Para além de Mingas, fazem parte desta causa nomes como Eric Wainaina (Quénia), Yvone Chaka Chaka (África do Sul), Angeline Kidjo (Benin), Oliver Mutukudzi (Zimbabwe), Baba Mal (Senegal), Jabulani Tsambo (África do sul) e o Soweto Gospel Choir (África do Sul). Os conceituados músicos Jimmy Dludlu, de Moçambique, e Hugh Masekela, da África do Sul, são os instrumentistas da canção produzida pelo norte-americano Arthur Baker. No rol dos oito objectivos, Mingas ficou com responsabilidade de ver dinamizados os esforços da “redução da mortalidade da criança”, o que passa pela melhoria da saúde materno-infantil. Importa realçar que a saúde materno-infantil constitui uma das principais prioridades dos Chefes de Estado e de Governo africanos, facto este justificado pela escolha desta temática como lema da cimeira da União Africana realizada semana passada em Kampala, Uganda.
Fonte: Lusa
Moçambique, através do Presidente da República, Armando Guebuza, participa a partir de quinta-feira e durante dois dias, na capital angolana, Luanda, na Cimeira dos Chefes de Estado e de Governo da Comunidade dos Países da Língua Portuguesa. O encontro, que tem como lema “Solidariedade e Diversidade no Espaço da CPLP”, para além de tratar de assuntos relacionados com a necessidade de reforço da solidariedade e concertação político-diplomática, ajuda ao desenvolvimento e promoção e difusão da língua portuguesa, servirá de passagem da presidência rotativa à República de Angola. A CPLP foi fundada a 17 de Julho de 1996 e, inicialmente, integrava Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal e São Tomé e Príncipe, países unidos por forte afinidades e que encontram expressão na língua portuguesa. Em Agosto de 2002 Timor Leste aderiu à comunidade, completando a família da CPLP, composta por oito Estados de quatro continentes, com cerca de 240 milhões de pessoas que falam português (a sexta língua mais falada no Mundo).
Fonte: Noticias
Moçambique, Brasil e a União Europeia deverão assinar em Brasília, um acordo no campo bio/energético. O acto da assinatura do referido acordo deverá ocorrer no decurso da Quarta Cúpula Brasil-União Europeia, durante a qual também serão repassadas questões de interesse internacional e valorizada a retomada das negociações entre o Mercosul e o bloco europeu. O encontro servirá ainda para abordar o controverso certificado ambiental que Bruxelas quer aplicar aos bio-combustíveis comercializados na Europa, com a finalidade de descartar os que não contribuem minimamente para a luta contra as mudanças climáticas, acrescentaram. Quinze países produtores de biocombustíveis, entre eles o Brasil, mantêm actualmente um diálogo informal com a Comissão para tentar dissuadi-la a aplicar esta iniciativa que consideram discriminatória visto que, sustentam, não há por enquanto dados científicos que determinem a qualidade ambiental dos produtos. No mesmo campo, Brasil e UE encontraram um campo de entendimento com o Governo moçambicano para lançar um acordo trilateral sobre o desenvolvimento de bio-energia em Moçambique, que se prevê seja assinado na cúpula de Brasília. Segundo fontes diplomáticas, a primeira etapa deste compromisso consistirá em explorar a viabilidade de levar adiante projectos de bio-energia em Moçambique, o país mais avançado do continente no sector. O Brasil é o maior parceiro comercial latino-americano da UE, com uma balança comercial favorável ao país em 2009, segundo o escritório europeu Eurostat. As exportações do bloco somaram 21.572 biliões de euros (33 porcento) no ano passado, enquanto as importações brasileiras na UE representaram 25.641 biliões de euros, ou seja, um superávit de 4,069 biliões de euros para o Brasil. A cúpula de Brasília, que será assistida pelo presidente da União Europeia (UE), Herman Van Rompuy, e pelo líder da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso, será a última que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, manterá com os europeus como chefe de Estado, antes das eleições de Outubro próximo.
Fonte: Noticias
|
|