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Inicio > Inicio dos trabalhos de reabilitação da linha-férrea Beira/Machipanda

postheadericon Inicio dos trabalhos de reabilitação da linha-férrea Beira/Machipanda

Iniciaram há dias os trabalhos de reabilitação e manutenção da linha-férrea Beira/Machipanda. Para o efeito, foram criadas duas frentes integrando 200 operários que começarão por atacar os locais mais críticos, visando acelerar as obras e garantir que a circulação de comboios seja feita com regularidade e maior frequência, contrariamente ao que vem acontecendo devido à obsolescência da via, o que provoca muitos descarrilamentos. O director dos Transportes e Comunicações de Sofala, Carlos Isidoro, que nos deu esta informação, garantiu, sem indicar os montantes envolvidos neste processo, que aquela ferrovia estará restaurada dentro de seis a oito meses. “Esperamos que esta acção venha, efectivamente, a restituir a pujança socioeconómica que a linha teve não só para o corredor, província de Sofala e o país, mas, também, para os países do “hinterland” que se servem dela para a importação e exportação dos seus produtos através do Porto da Beira”, disse Isidoro. Como se sabe, a reactivação do sistema ferroviário de transporte de carga e passageiros na linha Beira/Machipanda, ligando as províncias de Sofala e Manica com o vizinho Zimbabwe, através do posto fronteiriço de Machipanda, vai permitir, novamente, um escoamento de pessoas e bens, sobretudo de camponeses que desenvolvem as suas actividades ao longo do “Corredor da Beira”. O relançamento daquela importante via foi feito recentemente pelo Primeiro-Ministro, Aires Aly, numa cerimonia realizada na cidade da Beira durante o qual o governante reafirmou o comprometimento do Executivo na implementação do programa visando melhor servir as comunidades, bem como garantir o transporte de mercadorias de e para os países do “hinterland”. A reabilitação do troço, numa extensão de 317 quilómetros partindo da Beira até ao posto administrativo de Machipanda, na província de Manica, deveria registar o seu término em Dezembro de 2006, mas a então concessionária indiana “Rite and Icon” não conseguiu honrar com os compromissos, facto que criou prejuízos ao Estado moçambicano avaliados em 230 milhões de dólares. Este troço assume particular importância para o país, pois vai imprimir maior dinamismo na ligação estratégica de e para os diferentes pólos de desenvolvimento do país e regiões circunvizinhas, melhorar a eficiência na circulação de pessoas e bens entre diferentes entrepostos existentes ao longo da via, bem como entre os que vão se criando e se estabelecendo em função do crescimento e das dinâmicas comerciais dele decorrentes. O Governo entende que do ponto de vista macroeconómico a linha de Machipanda contribuirá para o transporte de mercadorias, entre elas o granito, ferro crómio, trigo, fertilizantes, combustíveis e outros para o Zimbabwe e outros países da região. Esta situação, segundo o Executivo moçambicano, vai igualmente promover a integração regional da África Austral e dinamizará a actividade marítima e portuária do Porto da Beira.

Fonte: O Pais
 
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